**********

 Blog col(i)gado

 

 

Quem nunca foi corno, que atire o primeiro chifre.

 

Apelo a blog  ><><><><><><><><>< ex born yesterday



 

Meus textos não podem perder ( queira Deus ) aquela espécie de anarquismo acadêmico ( é!!...) que lhes procuro imprimir.

Tento tirar-lhes a lógica linear, obscurecê-los um pouco, pra ver se, buleversando o formalismo, iludem com falsas assertivas em onteúdo & mérito, (...ué! o que esse cara quis dizer?!?! )

Melhora um pouco a realidade da vida, através da incompreensão ( onde tudo é inocente ).
(como gosto deste meu pensamento!...)

 

O “INTERMEZZO DA TRAGÉDIA DE JACOBUS, DE ANNIBAL FALCÃO, QUE ( VI AGORA ), SE PARECEM MUITO COM VÁRIOS  SARICUTICOS QUE ABORDO EM  MEU SITE, CF. Blog col(i)gado e gaveta Intruções ( Instrução Preliminar ), como verdadeiros insights de Site.

                                                  13-8-12.                                                                             Nova Pasta 2 ( 07-11-11).

V. REVISTA BRAZILEIRA, Rio de Janeiro, N.Midosi Editor, rua de Gonçalves Dias, MDCCCLXXX, alocada nos FUNDOS mas atualmente ( 30-01-13) , na biblioteca, para pesquisa),

 

 

BANDEIRADAS:

 

 

 

          

MATÉRIAS NOVAS:

 

1 - Tradução d`"O Corvo", de E.A.Poe. (gaveta Traduções)

2 - Carta e homenagem ao ensaista Ivan Teixeira, inseridos na introdução ao "O Corvo"

3 - Hitler no verbete WAGNER, gaveta MÚSICA

4 - Resgates póstumos de alguns inéditos do poeta e ensaísta PHILADELPHO MENEZES, no Blog Col(i)gado

 

 

  AVULSOSFrases/    - “O maior condão de Deus (...) “

                   -  Alucinagem: ato de aterrissar na lua

 

   Onomatopéia:

AAAAAAAAAAA~~~~ããããã~~~~~~~~AAAAAAAAAA!!! (* seu gúturo-rino-vizinhanço urro nas merencórias noites d´antanho, à minha janela!)

                      Ron Rueck.

                     Metafísica.

 

 CARTAS      Carta a Mário Chamie / : “Nota de Falecimento”.

                      A Ivan Teixeira, sobe meu poema, cf. gaveta, “O mergulho da Sereia”.

                      A Maurício do Brasil, sobre Água, Mar e Lugar Ermo.

  

DESENHOS:      Be bela, Modigliani.

         Italo Cencini.

 

ENSAIOS          @ - Woody Allen   (Sobre o último Woody Allen, “Para Roma com amor”. Agora, “Magia ao luar”)

                            Trilhista (cinema) genial ( ELMER BERNSTEIN )

                            Ron Mueck.

                            Pênis ( parodiando Vinicius )

 

FOTOS     V. última “Nova Ordem”, 5 ou 6 imagens.

          

MÚSICA                 -  ERA ROBERTO: Éramos Carlos.

                                  

  - LÍVIO TRAGTENBERG     “Lívio Tragtenberg, importantíssimo criador da Música-Clown.

         - Mendelssohn , o Parnasiano ,  contaminou (...)

- Rhaíssa Bittar [ Chaplin, Tempos Modernos ]

- Pianista Cecyl Taylor.

- Post Scriptum ao verbete “Dodecafônica”

- Azulões / Elementos agregados: Lula, Villa-Lobos e Caetano Veloso.

- Villa-Lobos e a absoluta ausência de melodia em suas dissonâncias ( sic – sic )

- Chopin e a interpretação de Walter del Picchia ( tb. professor da Politécnica...) da Sonata n. 3.

  

POESIA  - Nihil à maneira de Nerval.

- “Para o rol das coisas que mais detesto: (...)

- Mais uma achega ( “Afogar o ganso”, cf. ) para meu poema “Heaveling Creatures / Heavenly Creatures”:

(Goose-tav-owe Curtain!!!

Não ganso afogado enxuto

Na cortina . Apenas Gustavo Kurten

 

POESIA VISUAL   " O OTIMISTA , poema meu e da Internet".

  

PORTRAITS:    

- Caro Floriva,

                           Num futuro longíquo, alguém, ao falar da poesia de invenção no século XX, [ do Ivan Teixeira, para mim, La Bruyère etc. ]

                        - Aracy de Carvalho Guimarães Rosa.

                        - Garrincha, na entrevista pouco antes de morrer (em vídeo nos VHSs, v. Dbase)

 

 

 

 

**********

O poder é como o violino: toma-se com a esquerda e toca-se com a direita. (Esperidião Amin)

 

 

Meu corpo e minha alma, deem-se força para aceitar minha alma e meu corpo.

**********

Isto non ecziste!!!
Padre Quevedo sobre Elvis Presley

 

Desgosto não se discute. Gosto, pode-se.

 

 “Quem diz que dinheiro não compra felicidade é porque não sabe fazer compras." (Mae West), ... but "Façamos comunas", ensinava Kropotkin: "um sistema de administração pública fundada na idéia de comuna não apenas enquanto unidade administrativa mais próxima do povo e de suas preocupações imediatas, mas também enquanto associação voluntária que reúne os interesses sociais representados por grupos de indivíduos diretamente ligados a eles. A união destas comunas produziria uma rede de cooperações que substituiria o Estado". Âmen! Amendoim  na volta!! Não há propósito contra a necessidade." M. de Assis em Esaú e Jacó, por aly(lyra) . Nelson Rodrigues dizia que “ O dinheiro compra até amor sincero”. Sem chumaço e sem suor a mulher vira soror. Você conhece o relacionamento entre seus dois olhos? Eles piscam juntos, eles se movem juntos, eles choram juntos, eles vêem coisas juntos e eles dormem juntos, embora eles nunca vejam um ao outro...A amizade deveria ser exatamente assim. Beijo não se pede, beijo se dá.  Aquele hoje João Roberto Kelly, mús. !, pianista!, improvisador!, fins de noite na TV Bandeirantes, décs. 80/ 90, redescobri, na base do “fenômeno  Fata Morgana”, Canal 4, hoje, início de 24-02-09, terça-feira gorda de Carnaval, ele gordo ao piano, num flash, autor da marchinha mais popular e tocada no Brasil. Procurei em minha memória, pesquisar no Iniciar / Pesquisa, ou no “Lupa”, ou no Google Desktop... mas e o starting (nome dele)??? Achado, nos VHS / Dbase está arquivado como José Roberto Kelly. Nota de 10-6-09: mas é João Roberto Kelly. Procedi, nesta data às alterações no Dbase. CRIATIVA, MAS REACIONÁRIA AO EXTREMO:PÁRA-CHOQUE DE CAMINHONEIRO ANTENADO: "O QUE LULA REALMENTE MERECIA ERA UM SEGUNDO TORNO”.. (Apud Adolfo Quixadá Neto...) ##“A  vida toda pedindo Bis!” ( propaganda a ser oferecida à Lacta). "O problema do nosso tempo é que o futuro não é o que costumava ser." Paul Valéry. Máxima de Joelmir Beting: 'Lula conseguiu agradar todos os bolsos: os de baixo com o Bolsa Famíla. Os de cima com a Bolsa de Valores'. NÃO HÁ NADA PIOR PRA SAÚDE DO QUE UMA DOENÇA ( Ronald Golias)

 

 

Mesmo que Tom Jobim não tivesse feito mais nada, só pela frase o Brasil não é para principiantes ele já mereceria nossa memória.

 

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.Chico Xavier

 

"O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que
serão governados pelos que se interessam." -Arnold Toynbee-

 

 

 

 


NEWS


 

Poema em prosa, baseado na prosa que meu pai teve com Oswald de Andrade, no ano de sua morte, na esquina da Confeitaria Carioca, antigo Largo do Ouvidor, eu com vinte e três, Oswald de gorro, últimos tempos de sua vida, meu pai de gabardine inglês mas meio relaxado. Owald estava de mãos dadas com sua caçulinha Marília  e ouvi algo como:

                                           - Prafullchandra Prabhudas Patel ?

                           - Vinaben Prafullchandra P. Patel !

             - JoJoPolês: Ey !! jafjallajökull ?

        

               - Eyjafjallajökull !!!

                                                 - Neena ( Veena ? ) P. Patel...

               ( Chateau  d´Yquem tem sarapatel )

“O governante demorará no cargo. E a tendência para não re-reelegê-lo é que o povo enterra seus doentes, ao som de um bom vinho branco.”

 

Não sei se ouvi mesmo “re-reelegê-lo”, nesse "dístico" final e mais enfático, ou foi uma dificuldade arfante. (Mas como recitou bonito os versos não sei de quem, que imediatamente anotei, acredito num profético oswaldiano “re-reelegê-lo” mesmo). Eles brincavam muito quando se encontravam, meu pai era um boêmio da laia ( sic, vá lá) do amigo comum Vicente Rao. Oswald estava pálido, falante, magro, de capa num calorão. Eu trazia nas axilas o primeiro volume de suas memórias, “Um homem sem profissão / Sob as ordens de mamãe”, publicado naquele seu último ano e que eu acabara de ler. Meu pai começou a lê-lo logo após a morte de Oswald.

A galimatias supra será oportunamente alocada na gaveta própria.

 

ex born yesterday ( acima )

Toda esbórnia de ontem será pensada amanhã.

E achei uma tradução que não sei se de  Rumi ou do místico Attar-e Neyshabury.

É ver gaveta TRADUÇÕES.

 


 

Poemeto sobre o livro de Willy Corrêa de Oliveira,
"Com Villa-Lobos", EDUSP, 2010.

vide gaveta Música


Gavetas "Desenho" e "Portraits"
atualizadas em 15.11.2009

 

- Gav. Apêndice da Introdução: Vídeo de UM TROMPE-L´OEIL DE ANA ALY.

 

 - Gav. Instruções: - Complementação (parcial) do “Script” para o filme do ‘Novo Cristo Novo’  ”, a saber : Segunda Tentação do Malmifiz e Arrivalsa, e “Adendo para um entendimento do que veio logo acima:”

 

- Gav. Avulsos: - Frases / Sobre Afif Domingos.
 

- Gav. Ensaios: - Um verbete TEATRO, entre os verbetes Surrealismo e Verlaine..

 

- Gav. Fotos: -  Nova Ordem,  após: Willy – acaso...

 

  - Gav. Música - Vídeo Banda Obscena.

- Vídeo Conversa com Stravinsky.
 - Tarzã   
> <   5ª. Sinf. de Beethoven / “Isi 2 ( nota 1) pós moderno”  1 – Ease. Isi é outra forma do nome Isis ( Veja significado do nome).

- Adendo no verbete “Crossover”.

  - Novo mea culpa no verbete Villa-Lobos.


- Gav. Portraits: - Vídeo
Menezes pandeirista e Cyro Monteiro.

 

 

No próprio Blog Col(i)gado/ Visão de uma Conduta Política Brasil/Mundo: o entry a seguir, dezembro de 2009

 

 

 

(Entry: 27 de setembro de 2008).

 

Natália, Vovô e a Lei Bêbada. (poema-preocupação) :Mas vc esta dirigindo depois de beber mesmo com essa maldita lei?

Bjs

Natália Aly

 

Se diriber não gire, zúzu bem?...zúzu bem?

Se diriber não gire, zúzu bem?...zúzu bem?

Se diriber não gire, zúzu bem?...zúzu bem?
 

(MAS ALGUMAS DE HOJE PODEM ESTAR LÁ EM BAIXO, NO FIM DA GAVETA)


 

NOVAS (DESTAQUES) :

 

- Gav. POESIA, Mergulho da Sereia. Com comentário etimológico, mitológico e astrológico de CID MARCUS ( Braga Vasques).

- Gav. PORTRAITS, Francis Ford Coppola, o maior exemplo de trágico integral.

- Gav. TRADUÇÕES, Poesia Persa :  de Rumi ou do místico Attar-e Neyshabury?

- Gaveta  MÚSICA, Contratenores.

- Gaveta  MÚSICA, John Adams.

- Gaveta CARTAS, trocas com Castor Fernandes, jornalista chefe da internacional Redecastorphoto e titular do respectivo blog. : @ CASTOR FERNANDES (agente ativo nesta missiva), onde se abordam Paulo Francis com Jango, bastidores da intervenção militar de 1964, esquisitices domésticas do Jânio etc.

- Gaveta INSTRUÇÕES : encaixe de instruções prévias para justificativas das Instruções  ( sic na frase toda...)

- Próprio Blog Col(i)gado: "re-chamadas":

Filme "2012".

- Gaveta ENSAIOS, Hitler, Freud: austríacos alemães...

 

 

Filme "2012"

 

Um filme sobre o fim do mundo, como p. ex. esse “2012”, deve ter uma proposta/indagação: fim por que? Por uma consequência biológica, ecológica, teológica? Enfim, no inevitável a que chegou a premissa do enredo, ele deve ter um propósito de fim. Teologicamente falando, que é talvez o aspecto pelo qual majoritariamente se indaga a razão dessa autêntica escatologia, pergunto sem mais: o que é que uma coisa, ou tudo!, pretende ao chegar num determinado ponto?

Sem se cogitar ainda em fim, é ter uma resposta sobre seu começo, meio e fim.

Um filme que trata do Fim do Mundo deve ter, pois, uma lógica que justifique o começo desse fim de mundo. Uma coisa que termina, há que terminar de uma maneira, catastrófica ou não, logicamente de acordo com seu começo. E isso é, sim, uma obviedade, que não pretendemos escamotear, mas pela razão da simples inexistência de uma outra razão que justifique um princípio filosófico, tautológico embora, de que a Lógica Maior pressupõe em tudo um começo, meio e fim.

Para alívio do assentamento dessa aporia, essa é uma questão para cujo entendimento é desperdício, no mínimo, vir até com Física Quântica e outras ciências de mesmo porte e complexidade que no final poderiam justificar o fenômeno.

Agora, o que acontece com esse filme, que pode estar, simplesmente, almejando disfarçar similares elocubrações?

Ele vai dando aos personagens  uma expectativa, na base da sensação ( que é o que lhes sobra no desespero, pois não há tempo, ordem e clareza, interior e exterior, para súplicas ou rezas) a sensação da iminência de que algo, ou tudo, vai se acabar; mas que tal expectativa possa a cada momento transformar-se em esperança, a de  contar com a ruptura dos limites do Espaço, pois é este que impõe os limites de tudo. Espaço que no fundo é a primeira noção que o homem tem de que algo, ou tudo!, pode, ou não!, ir para determinado lugar... O que para mim é um princípio de caráter religioso, irmanado, no filme, mais ao conceito de origem do que ao de um fim, e ligado mais à essência de um deismo não revelado que à propria admissão de um criacionismo.

Admitida a incognoscibilidade dessas entidades, mais se apelaria para a compensação de que também esse Espaço, em cada fim, estivesse ligado a outro e assim sucessivamente. Logicamente, um salvador desenrolar de infinitudes.

Mas há um enredo a cumprir, independentemente de questões mais nobres de deismo ou deidade.

O que aconteceria então se tudo se resolvesse no cumprimento dessa Lógica, que insisto em chamar de Maior ?  

Então ( numa resposta coloquial à moda de mesa de bar) aconteceria isto,  aquilo, aquiloutro, e no filme, magnificamente realizado, na mais soberba técnica, sem nenhum deslize ( seja lá de qualquer natureza), tudo resolvido na base de uma terrível morte coletiva, que esfrangalha  o Mundo, os Seres e ...sua lógica... Por exemplo, a fantasia de que aquela civilização que se desespera no filme, sem se descabelar ( até com certa e inverossímil dignidade!), sendo ela mesma uma civilização sem perda de suas características terráqueas, ao contrário do que se vê nos “blockbusters de after day” fez, ou faça, aquela Nova Arca para salvar alguns eleitos, ou não!, da Humanidade... Mas para levá-los para onde?

Se um filme se propõe mostrar o Fim do Mundo, derruindo, para ilustrar,    o Cristo Redentor ( e Nova York, então, aterrando-se toda, aterrorizante?! ), o primeiro exemplo fragmentado lentamente e em “câmara lenta involuntária", esmagando tudo,  emborcado naqueles vagalhões horrorosos, apavorantes, sobre toda a cidade do Rio de Janeiro!, qual é o sentido final  de tudo isso, afora, é lógico, a insopitável chegada do evento?

Como constatação, um fenômeno da natureza.

Como apelo ( e somente a ajuda ajuda o ser humano...) é  preciso que tenha um sentido pelo menos teológico, que deve ser seu assentamento de bastidor, embora não tenhamos lido o livro ou peça em que se baseia o script; porque aí ficamos na base das hipóteses das religiões e da possibilidade, ou não, de uma salvação.

Salvação, aqui, é só o que se quer, desesperadamente, fisicamente, mesmo que ninguém de outras esferas nos salve do fogo do futuro, isto é, de um inferno que está se acabando e que prenuncia outro.

Para mim, arrepia só de pensar e, contraditoriamente, com toda a falta de lógica, arrasta-nos como a fisicalidade dos componentes de cada fotograma.

Mas fazer um negócio bonito, cheio de efeitos talequais, e onde você não sabe aonde vai chegar... O Cinema cumpre, pois, seu dever-mór, de divertissement, talvez sem a originalidade inaugural de um “Blade Runner”, mas de ilusão alugada, e bem paga...

E é lógica em cima de coisa ilógica...De repente descortina um céu azul, branco, branco, azul, bonito outra vez!, para que você fale: bom, agora começa um novo mundo?! Bem, agora começa um mundo novo !? Mas, onde estava isso, se estamos na mesma esfera? E o mundo que acabou?! Qual o sentido de começar um novo mundo, se você acabou de ter um mundo findo a seus pés? Se o filme é sobre o Fim do Mundo, qual a possibilidade, e a lógica, que você tem de esperança em um novo começo? O que é isso? Será fatalmente visto como um problema sem pé nem cabeça só salvo por alguma postura religiosa. De Redenção. Mas causou muito sofrimento!...

Mas Deus entra lá e resolve tudo! Mas antes vai resolver nossos probleminhas de calotas, degelos, amendoim torrando na calçada. Mas, amém. Ou ou.

Ué! E o palhaço o que é? / É ladrão de mulher

 

(Um filme desses não sei se realmente implica uma abordagem destas. E, se implica, ainda tenho dúvida se estaria ela devidamente equacionada. Domino a Lógica Maior do modo, só do modo, como a dominam os filósofos sem sistema, Schopenhauer, Nietzsche. E ELES SÃO SCHOPENHAUER e NIETZSCHE!!! rsrsrs.


 

 

Entry: dezembro de 2009

  

 

OUTRA FALSA PROFESSIA?

( NOTA DE  “MAL  DE C´OEUR”, VIRA-VIRA DE MÁ DIGESTÃO POLÍTICA?) .

TUDO QUE VOLTA-E-MEIA PENSO E REPENSO DE LULA ESTÁ POR AQUI, EM TODO O CORRER DO SITE.

COCHICHO É VIRTUALMENTE OBSCENO... AQUELA CONCHA GRUDADA NA ORELHA DO PRÓXIMO...

FIZ TUDO DE BOA-FÉ, COMO ACREDITO QUE ELE TAMBÉM...



 

 

A parábola supra, com a respectiva ilustração ( o sarro do Arafat sobre as coisas realmente relevantes deste vale de lágrimas...) foi distribuída a amigos em 2002, deitou e rolou entre internautas que esperavam pela conjetura pessimista e também pelos que aguardavam o momento do desmascaramento da profecia, face ao progressivo poder de sortilégio do Presidente. Ele foi se firmando e eu me desmoralizando pelo tempo, embora contasse que a Reação guardava sempre um último trunfo para pôr por água abaixo todo o conglomerado de idealistas honestos e outros tipos de curriola. Sobre os primeiros, acho que podem ser revelados em meu ensaiete sobre Lula no documentário “Entreatos”, de João Moreira Sales,   cf. gav. Portraits. Os segundos trocaram de roupa e ajeitaram-se em outras maquiagens, embora algumas primitivas...

 A história já é de todos, embora o seguro de sua subsistência continue em poder apenas de alguns arúspices, que não sabem nem o quê  e muito menos que o são!

Neste Site, ao vário de diferentes “gavetas”, o retrato de Lula emerge de minha alma já com certa paciência e, embora alternadamente raivosa, tolerante, ilusória, acabrunhda pelo ineditismo universal de sua postura ideal em  nevoeiro ideológico, que não acho parelha a não ser naquele também operário, também presidente,  e de seu conterrâneo João Paulo Segundo. ( Este com o recurso de esconder, colando, a face em cada solo a que chegasse. Que grande jogo é o pôquer, após uma desumana sessão de exorcismo nas caves do Vaticano! Principalmente quando o demônio era o irmão mais velho do comunismo...)

Como coisa séria é mais séria em seus prolegômenos, às vezes falsos ou demagógicos, demoro-me nesta postura, para chegar num ponto simples, de ontem, 10 de novembro de 2009, e despretensiosamente jogado neste blog, digamos assim, como sempre o chamei: já que é, pelo título voluntariamente arrevezado, ligado e coligado.

Lula está me dando medo. Hoje, 10 novembro de 2009, fui invadido por um medo terrível; até paranóico. Estive observando uma coisa ( assim seja dita ) baseada na postura verbal do presidente (que coisa mínima,  não?...) saindo de qualquer limite do razoável, qualquer limite do plausível, prescindindo até boçalmente de qualquer princípio de educação primária... Aqui sem o menor resquício de graduação social, valha-nos!

E O PIOR É QUE NÃO SE TRATA DE MERO CONTEÚDO (SIC!)...(SIC MESMO.)

É FORMA, QUE PÕE – E SEMPRE PÔS – O  MUNDO EM PERIGO, NO LIMITE! ATENTEMOS NO PASSADO!

Mostra que ele está caminhando para um paranóia progressiva, que leva a uma megalomania perigosa, catastrófica. Acho que isso é notório de todo mundo. Perigosa por pequenas obviedades, quebra de limites de convenções, você pode ficar pelado em público, masturbar-se em praça pública ou metrô ( e praticar, obviamente, outras óbvias metáforas... Se a Política for primazia.).

[ Link: o medo é dos piores flagelos da Humanidade, mas sua quebra pode ser muito pior, pode-se levar a um fanatismo de união defensiva de caráter religioso...

A quebra do medo!. Folheiem um desses quatro “Gigantes da Alma” in Mira Y Lopez.! Vejam que  Medo poderia ter causado no próprio Freud! Se é que não causou...

Mas Lula não está sabendo mais o que é isso. Um caso oficial de grau de inconsciência. Seu parceiro no jogo de peteca brasileiro de maior relevância, Villa-Lobos, poderia provocar o mesmo cataclisma: este é, e por muito tempo será, o maior gênio-burro dos Brasis rasgados, rasgados corações!...Afortunadamente, será?..., em Política não se dá tal inversão de atributos? (sic). E que já é uma glória!...Getúlio nem Juscelino tiveram adjetivos ]

Torna-se fácil, de plano, não se respeitar um mínimo de convenção . E esse tipo de fanatismo já deu seus exemplos na história. O PRESIDENTE VOCIFEROU, SEMPRE COM AQUELE OLHAR DISSONANTE DO SORRISO ( veja meu ensaiete, acima referido na gav. Portraits, onde explico isso com melhor humor e em época de eu mais feliz...):

- O POVO BRASILEIRO ESTÁ NA MERDA!  {...) QUERO TIRAR ESSE POVO DA MERDA!!!)>>>>>>>>>>>>> “RISOS E SORRISOS”, ASSINALAM OS JORNAIS DE HOJE!...(?!?!?)

(Clóvis Rossi roçou, no dia seguinte, por este meu agourado diagnóstico, desviando o campo para Copenhague)  E o silêncio e a submissão de outras camadas políticas e sociais, que transcenderam o auditório pelo mundo afora ( pelo mundo inteiro!) , o generalizado medo que o Mundo está tendo dele pode ser um caso escatológico ( sent. teológico-teleológico) de um já desusado arquétipo de inconsciente coletivo, mas místico-sistêmico !, sim , místico-sistêmico!, isto é extremamente grave...). E em mundos cultos, distantes de países assolados pela fome ou pela doença,  ainda sem abalo da fé e dos neurônios.

Realmente, não sei o que é mais perigoso e nocivo: se esse tipo de conduta ou esses tipos lombrosianos de vendilhões da pátria, como vi ontem mesmo em uma miasmática montagem num  canal que acha tudo, e que pode ser acessado através do Google, dando de tudo, todos estavam iguais, num até fisio-fisiognomicamente ajuntamento de vozes, posturas, inflexões, professoramentos, cobranças de indenizações por saudades ectoplasmáticas de pernas e braços de oficiais extintos por guerrilheiros-terroristas, vejam!, com efeitos-Kirlian rondando, comprovantes, hoje apenas almas, desde os primórdios dos anos de chumbos! Procurem e achem essa festa de ardósias, cardósias, magnólias por metro, um jardim maleficamente disfarçado por esta coincidente e venturosa sonoridade semântica...

Mas uma Direita que pode ser sobrestada.

Ao passo que uma Esquerda seguida por uma massa simétrica... não sei, veja-se um enquadramento (cinematográfico) de Leni Riefenstahl, decalcada naquele grande plano de Chaplin d´O Grande Ditador... tudo isso paira sobre minha cabeça. De um lado paranóia inocente, de outro a esquizofrenia de má fé!

(Há isso!?...) Pode haver isso?!

 

***

Um totem que começa com fisionomia de Gosado (“ah, não dêem importância, isso passa”) , em seguida de Grotesco e, agora por Presságio, pode aglutinar uma Nova Nomenklatura, a pior de todas ( ou a de mais futuro? Esta palavra numa dimensão de tempo), a regionalizada, fácil de se dar as mãos  e que sempre arranja um polo para unir forças possivelmente até irracionais, sob a falsidade da geologia ( isto mesmo, geologia)... que nunca teve intenção...
 

***

 

O lema do patriotismo. A mística do polo salvador, por ex.: a Ecologia, a união de espaços ricos em privilégios (duradouros?)  da Natureza, a escolha de espantalhos comuns , líderes co-irmanados pelo fator de línguas parentes, nova re-criação de espantalhos históricos comuns, repetição de líderes também co-irmanados no erro crasso de uma nova Terra Prometida ( conceito de América Latina, tóc, tóc, tóc meu Deus! – “a América Latina pode salvar o Mundo, a Amazônia não está lá?” ), esses, falsos?, valores, observados de longe por quem comanda o capitalismo e poderá, no fim, amealhar migalhas para um sistema também fatalmente fadado à extinção...será tudo reduzido a um bonequinho de brincadeira, fabricado para destruir o conceito de preconceito?...Olhe, cabeça minha, já estou confuso e sem forças para perguntar:  ...E será que ele não fará par com Lula, em cima do tapete vermelho?. ( Um disse: -Ele é o cara! O outro pensou: - Ele é que é o cara!)

PODEREI  ( ESPERO) VOLTAR A ME CONFUNDIR MAIS E TORNAR AO ASSUNTO...TÁ VENDO O QUE QUE DÁ NÃO FAZER O TIRO DE GUERRA?!

 

 

**********

 

 

 

(Entry: 9 de novembro de 2007).

        O poema PaPiroPirâmides “Monopol”, constante do livro de 1972, que pode ser aberto na página Índice no ícone “Inverso”, teria o final, em sua primeira versão, de palavras e figurinhas cripto-hieróglifo-egipcíacas (“Alma”/“Cama”/“Lama
/Calma”),  compatíveis com o fulcro do poema, e a que chamei, na época, LOGOCRIPTOGRAMAS. Apresenta-se agora o final desprezado, em imagem filmada, que foi substituido, na época, pela mensagem impressa em limão que, queimada no verso, decodifica referida mensagem.

 
 

 

******

 

(Entry: 9 de novembro de 2007).

 

        No mesmo “Inverso”, havia, no poema “Trampolíngua”, uma etapa que interligava a invasão e desinvasão (configuradas por um tanque carregado de imagens sexuais) do cérebro do homem moderno. Tal homem, como no poema, teria duas linguas, um olho para cima, outro para baixo. Os acessórios do poema explicam a filosofia...

        O filminho que agora se agrega resumia toda a concepção do poema, mas era impossível de ser anexado a um livro, por óbias razões.
       O recurso acabou configurando, visualmente, através deste caça-
borboletras, o arremate do belo poema de Décio Pignatari na plaquete da passagem de 1971 para 1872.

        E o poema, como foi editado, não deixa de ter sua motilidade também, operada pelo leitor, ao tomar a sopa de letrinhas por uma das bocas (a de cima)  ou ao abanar-se / abonar-se.
 

 

******

 

 

(Entry: 9 de novembro de 2007).
 

        Remeta-se ao poema “ Abat   j   Our”, na gaveta Poesia Visual e, em substituição à frase BREVEMENTE, A PROJEÇÃO SERÁ OBJETO DE UM LINK, NESTE LOCAL, acesse o filme clicando no LINK colocado lá.

 

 

 

 

 

******
 

 

(Entry: 28 de novembro de 2007).

 

 

 

-  Enola Gay/ Neste novembro se “comemorou” o lançamento da bomba sobre Hiroshima, ancorado na morte de seu lançador. O avião se chamava Enola Gay, típica ironia do destino em algumas cabeças privilegiadas dos criadores das piadas (os maiores cérebros da Humanidade) sugerindo: a ida era alegre, pois portava a maior missão de esperança desesperada do mundo, de dar fim a um conflito que já estava se amebizando. Era o pré-efeito estufa de hoje, certamente, hoje, uma vingança da Natureza contra o homem desnaturado. A volta, a solidão estirada, triste e desmilingüida como aquele verso de cummings, era um palíndromo do Deus endiabrado que cobra se cobrando : YAG ALONE (= ENOLA GAY. Yag= algo como argh!..., cf. Eliot)), lá nas alturas da maior solidão que calou o falecido por 62 anos.  Ou o norteamericano só estava brincando, prefabricando o trocadilho, pintado na fuselagem da aeronave, para uma racionalização do remorso?... Essas coincidências muito perfeitas raramente acontecem por acaso.

 

 

(Entry: 28 de novembro de 2007).

 

                                      - “Rebus” (Rebuscados...) – um rebus prototípico é o de que cadáver vem de cara data vermibus = carne data aos vermes. Consultando o DICTIONNAIRE ÉTYMOLOGIQUE DE LA LANGUE LATINE, de A. Ernout e A. Meillet, é pura paia ...

                                      - Outro: o de que forró vem da corruptela sônica de for all, o baile da parte baixa da Casa Grande, para todos saracotearem. Antenor Nascentes revida com (org.): forrobodó. Outro “rebus” muito bem bolado, rebuscado mesmo...

                                      - Um rebus de gênio, penso que já anotado por alguém em artigo de jornal, foi o do grande pintor Ermelindo Fiaminghi, dizendo que a aguardente de pera “Williams”, preciosa em todos os sentidos, e bebida a vida toda por Ulysses Guimarães, lhe ( e a quem quer que fosse!) dava um bruta porre, palavra derivada de poire quando manemolentemente pronunciada por quem estava de.
 

 

 

(Entry: 28 de novembro de 2007).

 

                                      - Na altura aproximada de 1h45 de “Limelight”, do nec plus ultra Charlie Chaplin, Calvero canta o inesquecível         

                            “Love- love,

                            love-  love,

                            love-love,

                            love-love,

                            love-love

                            love-love, love-love!”

                            E repete:             (.../ ... /...), dando, na velocidade, um amargo bló-blóv, blóv-blav, blav-blav  (..........) =blá-blá-blá ! [é perfeita a audição disto!]       (= o amor é um blá-blá-blá. Calvero estava decadente, amargo e frustrado, no bar onde canta se acompanhando com um banjo (bandolim).  “Rebus” (Rebuscados...a mancheias)

 

 

******

 

 

- CITAÇÃO de Gertrud Stein, por Calvero à bailarina doente em sua cama, quase no fim da primeira meia hora do filme LIMELIGHT:   

“ -- ... mas uma rosa é uma rosa é uma rosa !!.

Veja-se aquele caso de INTUIÇÃO REINFLUENTE – que cito no poema icônico sobre Eustácio Barreira ( “Três insights sobre a vida glamorosa de Eustáquio Parreira”), com texto-bula , na legenda do poema visual dos dedos, da mencionada peça. Está no catálogo da segunda exposição nacional de Orlando Marcucci, junho de 1983, e  reproduzido na gaveta Poesia Visual deste Site : o personagem Calvero está em 1912 na ação do filme.  E Chaplin fez o filme em 1952. Quando Gertrud Stein criou a célebre frase (“a rose is a rose is a rose”...)?        Provavelmente na década de 30.

Um passado concebido antes, para justificar um presente bem depois.

Isto que seria no filme um erro de continuidade ( na época tecnicamente um  erro da “escript girl” , pois essas anotações do set de filmagem eram exercidas por mulheres), pode ser tido como uma verdadeira licença poética.

                                            *

 

           A bula acima referida está amparada no desenho-retrato que fiz dois anos antes, numa premonição que se diria espírita, do casal Eustácio Barreira da  vida real ( ele e a mulher, Dora ), sem os conhecer!!! Tal desenho pode ser visto na gaveta Poesia Visual, imediatamente antes de

  

“Abat          our” .

                                                         j    

 

Quando se explorar esse fenômeno de intuição reinfluente ( um verdadeiro parataxe de parataxe...) , não se esquecer de (re)ler aquele genialíssimo e estranho fenômeno da crônica “ O AUTOR DE SI  MESMO”, de Machado de Assis, publicada n’ “A Semana”, em 1895)

 

**********

 

 

O rebus da COLGATE:  1. Col (= colo). Colo= parte que vai da boca, logo abaixo das narinas, até o final do pescoço. 2. Gate (portão). 3. Colgate = Portão do Colo, do qual a boca é a parte central.

“Sorria. Se o seu sorriso parecer saudável, muito provavelmente, a responsável por isso seja a COLGATE. Há mais de 200 anos a marca vem distribuindo sorrisos brilhantes em milhões de bocas mundo afora.” ( Blog “Mundo das Marcas” )

-

- O rebus  :  Cuspida e escarrada:    corruptela da expressão "esculpida em carrara" (metonímia  de mármore de Carrara)>>>>>>>>> Isto meu é anntiiiigo... Mas, agora, outubro de 1999, ví, na rev. BUNDAS n. 17, pág. 16, a associação de esculpida em carrara com cuspida e escarrada!!!!!!!!!!!!!!!! Incrível,  filho da puta.

 

 

**********

 

 

(Entry: 28 de novembro de 2007).

 

[          - "Folha de S. Paulo" de 25 de julho de 1997: "CLONADA OVELHA COM GENE HUMANO", capa e pág. 1-20. Anotei lá:

            "Incutir o senso de indignação no mixto. Horrível, pq., não tendo a fala e a comunicação, o sentimento  (ou instinto de presença) da dor ou da morte lhe dará uma indignação maior!". 

            - O novo no velho, a nova na ovelha (1997, eu) /  O novo na ovelha  (Dolly/Polly).

           Nota de fevereiro de 2003 - Dolly morreu de envelhecimento precoce e célere. Celerados... (sorry pelo trocadilho...)  ]        

 

(Confronte “O novo no velho”, do Augusto de Campos)

 

 

 

******

 

 

NOVELINHA DOMÉSTICA, À MODA DE MILLÔR FERNANDES

 

...a mão na mão

 

...a mão naquilo

 

...aquilo na mão

 

...aquilo naquilo

 

...aquilo por quilo

 

 

Moral: totalmente dispensável.


 

******

 

POESIA: Ferreira Gullar, por mais que seja adestrado, tem sempre aquele espanto caramuru ao conceber ou expor uma idéia! (seria isto racismo, se não houvera existido Caramuru. É uma simples e colorida cor local. Sua Luta Corporal foi genial e seu Poema Sujo é, como eu já disse, na revista Escrita logo após sua saída, guevaro-kardecista.)

 

 ******
 

MÚSICA: Debussy é o Ravel sem talento.
                  Ravel é o Debussy com talento.
(Portanto: é só aplicar o Princípio de Grünnewald (Zé Lino): "... a frase ao lado... "  “...a frase acima...” “...a frase abaixo...”
 

 

 

 

******

 

 

Lula – Provando, só pra saber, do gosto amargo do preconceito:

 

Em minhas perspetivas de Anarcotrêfego ( = de Tráfico de Anarquismo Afobado) nome que vem cansando meus “correspondentes”, imagino que as premissas
 devam estar, na maioria, desajustadas e desarticuladas, mas baseadas no senso
comum das associações, também geralmente gratuitas,  da Realidade...     

Nessas equações que se formam
 (“sabe ?, como aqueles circulos branquinhos, cada vez mais brancos e
grossos do algodão da máquina de algodão doce, gostosos de ver mas
 melhor de comer” / metáfora DNA do Lula ), só espero que um dia o Lula não me
 venha com essa, não de todo desarrazoada: “- Companheiro, num mundo
 capitalista, todo mundo é ladrão e tive de ser coerente com a
 tolerância até auto-indulgente aos princípios daquilo que vocês,
doutos, chamam de Lógica.”

Ele poderá falar isso cercado de livros num
 “chalé modesto”, ouvindo Noel Rosa, ou em uma (sua) casa versalhesca de
 banlieue parisiense em cima de uns ovos nevados com pausas num Château
 d´YQUEM...
 Apelando outra vez para a Música, “não sei se feliz ou infelizmente”,
 inspirei-me em dois setores de primeira página da Folha de S.Paulo de
 hoje, 16 de julho de 2007, um referente a insinuação de protecionismo
 numerário a grupos de “construtoras pouco conhecidas [ que ] herdaram
 grandes contratos.”, outro, de topo de abertura, sobre falhas na Bolsa
 Família: “O problema mais comum é o pagamento a famílias cuja renda
 supera os limites do programa social. O estudo encontrou beneficiários
 mortos, deficiência no controle de contrapartidas e famílias atendidas
 com filhos em escola privada, entre outras falhas.”
>
 É certo que a Folha quer, precisa, engrossar o coro dos desafinadores
 do coro dos contentes
, mas lá fora um The New York Times, um Financial
 Times, um The Independent, um El Mundo, e cá e aqui pra nós, um
seriíssimo Carta “Ingênuo” Capital, de vez em quando penetram esse parangolês
 multiforme e multicolorido que é o Mundo de Lula e saem por outros
 buracos.

Tomara que me xinguem de anarquista e assim não me levem a
 sério! Ou até de canalha, não me levando mais ainda!

O que vale é meu balanço dialético no verbete LULA, da gav. Portraits

 

 

 ******

 

 

(Entry: 04 de fevereiro de 2008).

 

 

 

 

(DE UMA CARTA REFUTATÓRIA (argh...) A CASTOR FERNANDES: “Fat Garoot, data maxima venia, como dizem os medalhões da linguagem, ambos estão no mesmo patamar. Se o genial Niemeyer fez aquela catedral, !!!!!!!!!! (Brasília), as mãos contrictas saindo na superfície, como alguém que auto se desenterra, para a súplica, muda e concentrada, de uma proteção perene à população daquele epicentro da nacionalidade, João Ubaldo Ribeiro lapidou a gigantesca, solerte, solene, desraquítica epopéia em prosa da(s) raça(s) dos brasis, com "Viva o Povo Brasileiro". Onde cada período da história brasileira de certa forma tem sua linguagem isomórfica com a etnia da época, os costumes dos locais, o respeito de satélite pela conformação geopolítica, e tudo no mesmo nível ( guardadas as proporções da época que lhes deram estilo)  d´"Os Sertões", de Euclydes da Cunha. E a mesma eletricidade na semântica de cada etos, sociais, tudo com uma verve maravilhosa, aquele sarro de baiano, etc. etc. etc. Enfim, uma obra contraditoriamente desproporcional a certas atitudes de seu autor = Não falo?/falo sim, de seu reacionarismo perante o Presidente Lula, pois todo baiano é amoral, assim como todo mineiro é munheca, assim como todo paulista é ...autocrítico:


"Somos todos filhos da fruta
maçã rotunda e roubada.

Eta Vida desgraçada!

(Flomen, em drammatis personae de Mário Quintana)

E o carioca sofre de carioquice cariada, ai!...
Siocê sabe definir melhor, me mande, não encontro...
( Em 1958, poucos meses antes de passar a lua de mel no Rio, presenciei no Largo da Carioca um pavoroso prenúncio de desgraça : dois caras pegadinhos, os punhos cerrados em posição de boxeur, cara a cara, gritando alternadamente:
- Qué porrada???!
- Qué porrada???!
E a cada grito ambos se afastavam meio metro, um metro, o pessoal aguardando a tomada de uma posição mais favorável pra chapada definitiva e...
- Qué porrada???!
- Qué porrada???!
E a cada novo grito, mais se afastavam um do outro e, no qué porrada? qué porrada? chegaram de costas no limite da praça e cada um, numa meia-volta, enveredou pelo beco que lhe cabia e se escafedeu como lhe cabia...
Aquelas gordonas do sarapatel entoavam, convictas: - é a Santa Paz do Senhor...


Carioca é a única “raça” que devia contrabandear maria-mole (e passaporte italiano) entre Israel e os condados palestinos.
MAS:
Pessoal: João Ubaldo é ( ou foi) um fenômeno literário digno de um leito de Camões, Machado, Lorca, Borges... é que ele tem aquela cara de quem sempre está entrando em bordel meio fora de hora, bebe que nem gambá (gambá bebe mesmo?... e ele ainda bebe?) e quase ninguém respeita. Mas é um fenômeno. No nível do Niemeyer. Eu não tenho dúvida. E SE HÁ DECADÊNCIA, DECADÊNCIA NÃO APAGA A OBRA FEITA...

 

**********
 

Homenagem ao engenheiro, imenso orador, grande jornalista, Alexandre Waimberg, dos maiores arquivos vivos da Música Popular, principalmente a brasileira, recentemente falecido.

 





 

Uma recordação onírica num sonho de madrugada poluída, mas pra ser ouvido no ouvido e talvez nunca lido.

 

... Compraropá! Compraropáá!! ... (Ro)pavêeiáá... (ro)pavêeiiááá! Vinham dos dois lados, nenhum era falido safardi não, eram pobres mesmo e não tocavam violino, um som  em cada ouvido nosso dentro das janelas,

[ Judeus!, ajude-nos Deus!, a não ter o que perder]. . .

nosso querendo acordar pras tarefas do dia novo despindo-se da neblina que se diria nunca mais seria após a saída dos bondes que sairam de fininho na saída daquelas décadas, 50 60 entraram na fila das importâncias Jânio aplicando a gramática de pliquês que fascinava como professor de secundário a Moóca pouco antes, quase removem Juscelino, justo da Brasília esculpida a canivete de cigarrinhos de palhas nos tocos tosqueados pelo solzão sem peneira, retiram Goulart, desviam os olhos para sua belíssima mulher de sua última foto ao seu lado no palanque da Central, daí o suprimem como se com uma pinça, vieram 21 anos, quando ela completou 21 anos, como o tempo passa rápido Meu Deus, a maioridade devolveu em sépio cartão-postal uma democracia para o Brasil. Não tinha mais compraropá-compraropáropavêêêiáaaaááá mas Brasil não o amei nem o deixei não tinha pra onde ir . Nem tinha mar morto pra dividir. E cada verbo em seu tempo e lugar.

 

Testo e atesto que esta é uma recordação onírica num sonho de madrugada poluída, mas pra ser ouvido no ouvido e talvez nunca lido.

 

(Pode servir de homenagem às resistências do judaísmo, alicerçadas no objeto da suplicação  vocativa ali de cima. Entraram sem pedir nada, sem escopo, somente aquele mínimo. Mas, à igualdade da alemã, italiana, japonesa, deveria haver também uma Data de Imigração Judaica)

 

********** 

“Rubem Fonseca conta o que escreve, ao contrário de Machado, que escrevia o que contava.”( Coloquei numa dedicatória de um livro de Rubem Fonseca a Janaína Bento e Silva, minha Former Site Collaborator, a  propósito das duas talvez maiores expressões da prosa em ficção do Brasil.)

A propósito de Rubem Fonseca, é realmente o maior artífice moderno de um gênero que é lembrado como gênero quando se desvenda um João Alphonsus, que é o conto.

Maior artista integral , independente de peso ou importância e gênero, já é caso para evocação de Rosa, Clarice e, sobretudo, Graciliano.

 


 
******



AVULSOS:
"Uma cabeça má arruína o corpo todo" (Marquês de Maricá)
 


 

 

 

 

******

Faixas no bairro da Liberdade, durante todo o ano de comemoração do
centenário da imigração japonesa no Brasil:

Ohayo! Ohayo a Liberdá-a-de
no horizonte do Brasil!
Ou raiou a liberdade
no horizonte do Brasil.

 

******

 

Siom, rei dos amorreus, habitava em Hesbom, e Ogue, rei de Basã, habitava em Astarote, em Edrei.

Já habitei em vários habitats ;  hoje, com simples deslocações de tônicas e tônus, habito em meus hábitos.

Florivaldo Menezes

 

 

 

******

                                                                             ,

:
 

 

LEMBRANÇA DE PHILADELPHO MENEZES – UM OU OUTRO RESGATE, EM BUSCAS DE MINHAS ANOTAÇÕES. ( Nota de 06-5-11)

De um boneco de um livro – que deixou comigo – que estava organizando quando morreu, juntando toda sua obra poética e poemática publicada em livros, revistas e avulsos, a um grande número de inéditos constantes de poemas visuais, fotopoemas, trocadilhos visuais ( incluindo uma série belíssima de riquìssima policromia não só puramente háptica – sim, para juntar e pegar, florações vocabulares que alçam o reino da Pintura pura ligadas a distorções semânticas invadindo "tromp-l´oeil", caso dos cacófatos visuais – a vista às vezes gaguejando ! – alguns raros já conhecidos de seus íntimos ), salientando-se que isso tudo concebido dentro de um livro, LIVRO tout-court, no tradicional. Ou melhor, no seu tradicional, no tradicional de Philadelpho Menezes. SIGA , AÉ O PONTO CERTO, COMO SE FOSSE – E É – DO PHILA.

 

 

Poemas para CD som meu (livro Annablume?):

 

 

 

1. Antologia poética pela língua das vogais (5') - 1997   (gravar)

 

2. Sons sonham sons (8') - 1997                                     (gravar)

 

3. Poema não-música (2'05") - 1996                               (pronto)

 

4. Poema sonoro para sarau (2'48") - 1996                     (pronto)

 

5. Sentido (2'57") - 1996                                                (pronto)

 

6. Nomes Impróprios (1'15") - 1996                             (pronto)

 

7. Paradiso/Inferno/Paraiso (0'49") - 1995                    (pronto)

 

8. Céu da boca (1'43")* - 1995                                      (pronto)

 

9. Encontro Amoroso (2'08")* - 1994                          (pronto)

 

10. Futuro (2'20")* - 1994                                           (pronto)

 

11. Time (1'59") - 1994                                                (pronto)

 

 

 

Reinterpretações de poemas fonéticos dadaistas*:

 

 

 

11. O grande Lalulá (1'10")                                         (pronto)

 

13. Lamento Fúnebre (2'07")                                      (pronto)

 

14. Karawane (1'08")                                                  (pronto)

 

15. Nuvens (1'18")                                                     (pronto)

 

 

 

Total: + - 38'

 

 

 

* poemas com a colaboração criativa de Milton Ferreira do LLS

 

 

**********

Poemas para CD som meu (livro Annablume?):

 

 

 

1. Antologia poética pela língua das vogais (5') - 1997   (gravar)

 

2. Sons sonham€

Times New Roman

Symbol

 

Philadelpho Menezes

 

**********

Poema para Insônia

 

Ruiva luz difusa da rua

espalma no teto

e surge um céu

turvo e curvo

como um “u”

invertido sobre a cama

no tempo redondo da noite

 e o grito solitário ao longe

é como o “i” que exclama

invertido sobre a palma da mão

da manhã

**********

 

Códigos:

 

 

 

X =  fala normal

 

x = fala baixa ao longe

 

X = alta e forte, perto

 

X = palavras compostas no computador (/ indica montagem)

 

X = grito

 

(x...) = eco

 

__________________________________________________________________________________________________

 

I

 

(lento)

 

 

 

SENTIDO      BEDEUTUNG     SENSO     MEANING     SENS

 

__________________________________________________________________________________________________

 

II

 

 

 

SENTIDO (ido...ido...ido...ido)

 

                        BEDEUTUNG (tung...tung...tung...tung)

 

                                                       SENSO (nso...nso...nso...nso)

 

                                                                         MEANING (ing...ing...ing...ing)

 

                                                                                                SENS (ens...ens...ens...ens)

 

 

 

__________________________________________________________________________________________________

 

III

 

 

 

sentido sentido sentido sentido sentido sentido sentido

 

SENSO      ABSICHT     SIGNIFICATO     FEELING     SENS (ens...ens...ens...ens...ens)

 

                                                                                                  AIM (aim...aim...aim...aim)

 

                                                                                                                                 SENSO  silêncio SENSO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IV

 

 

 

intento        sentido        DESTINO       INTENTO    ZWECK (eck...eck...eck...eck...eck)

 

                                                                                              SENS (ens....ens...ens...ens...ens...ens...ens...ens...ens)

 

                                                                                                                                                                                 ZWECK

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

__________________________________________________________________________________________________

 

V

 

 

 

FEELING                                         absicht                                                                  ung...ung...ung...ung...ung...ung...ung

 

          ZWECK                                          SIGNIFICATO                                                                                                           SENS

 

                    destino                                                 sentido

 

                              MEANING                                              BEDEUTUNG

 

                                                                                                                SENS

 

                                                                                                                          AIM

 

 

 

__________________________________________________________________________________________________

 

 

 

 

 

(rápido)

 

VI

 

 

 

ens. . . ens......ens.......ens.......ens......ens.......ens.......ens                 ung........ung.........ung.......ung.......ung.......ung.......ung.......ung

 

     eck ......eck ......eck.......eck.......eck.......eck.......eck........meaning         nso........ nso.........nso........nso.......nso.......nso........nso

 

 

 

__________________________________________________________________________________________________

 

 

 

(lento)

 

VII

 

 

 

BEDEU/TENTO  (pulsação)    SIGNIFIC/AIM  (pulsação)    FEELIN/TIDO  (chiado)      DESTI/SENS(ens ... ens...ens...ens...ens...ens)

 

 

 

_________________________________________________________________________

 

(rápido)

 

VIII

 

 

 

SENSO SENTIDO DESTINO

 

                          BEDEUTUNG ABSICHT ZWECK

 

                                                                  SENSO SIGNIFICATO INTENTO

 

                                                                                                       MEANING FEELING AIM

 

                                                                                                                                      SENS SENS SENS SENS SENS sens sens ...

 

                                                                                                                                 (diminuindo até desaparecer

 

 

X =  fala normal

 

x = fala baixa ao longe

 

X = alta e forte, perto

 

X = palavras compostas no computador (/ indica montagem)

 

X = grito

 

(x...) = eco

 

__________________________________________________________________________________

**********

Philadelpho Menezes

Poema sonoro para sarau

 

 

Camões: Soneto XIII

 

 

Alma minha gentil, que te partiste

Tão cedo desta vida, descontente,

Repousa lá no Céu eternamente

E viva eu cá na Terra sempre triste.

 

Se lá no assento etéreo, onde subsiste,

Memória desta vida se consente,

Não te esqueças daquele amor ardente

Que já nos olhos meus tão puro viste.

 

E se vires que pode merecer-te

Alguma coisa a dor que me ficou

Da mágoa, sem remédio, de perder-te.

 

Roga a Deus que teus anos encurtou,

Que tão cedo de cá me leve a ver-te,

Quão cedo de meus olhos te levou.

 

 


 

Poema: Antologia poética de la lengua de las vocales

 

Mensagem

Fernando Pessoa

 

 

A:

 

A Aarapa jaz, pasta nas catavalas;

Da Araanta a Ocçadanta jaz, fatanda,

A taldam-lha ramântacas cabalas

Alhas gragas, lambranda.

 

A catavala ascarda á racaada;

A darata á am ângala daspasta.

Acala daz Atálaa anda á paasada;

Asta daz Anglatarra anda, afastada,

A mã sastanta, am ca as apáa a rasta.

 

Fata, cam alhar asfânjaca a fatal,

A Acçadanta, fatara da passada.

 

 

 

 

E:

 

Es dêeses vendem quendem dêm.

Quempre-se e glêree quem desgreçe.

E des felezes, perque sem

Sé e que pesse!

 

Beste e quem beste e que lhe beste

E bestente de lhe bester!

E vede é bréve, e elme é véste:

Ter é terder.

 

Fe quem desgreçe e quem veleze

Que Dêes e Creste e defenêe:

Essem e epez e Netereze

E Felhe e engêe.

I:

 

I miti i i nidi qui i tidi.

I mismi sil qui si ibri is cíis

I im miti brilhinti i midi –

I quirpi mirti di Díis,

Vivi i disnidi.

 

Isti, qui iqui ipirtíi,

Fi pir nim sir ixistindi.

Sim ixistir nis bistíi.

Pir nim tir vindi fi vindi

I nis crií.

 

Issim i lindi si isquirri

I intrir ni riilididi.

I i fiquindí-li diquirri.

Im bixi, i vidi, mitidi

Di nidi, mirri.

 

 

 

 

O:

 

So o olmo co so sonto o foz conhoço

Só porquo lombro o co oscoçôo,

Vovomos, roço, porquo hovosso

Momóroo om nós do onstonto tôo,

 

Noçom porquo rooncornosto,

Povo porquo rossosçotôo

O to, o o do quo oros o hosto –

Ossom so Portogol formôo.

 

To sor ó como oquolo frôo

Loz quo proçodo o modrogodo,

O ó jó o or o hovor o dôo

No ontomonhõm , confoso nodo.

 

U:

 

 

 

Tudu comuçu u umvuluntúruu.

Dúus ú u ujuntu.

U urúu u su ussustu, vúruu

U uncunsçuúntu.

 

U Uspudu um tus mûns uchudu

Tu ulhur dusçu.

“Cu furú u cum ustu uspudu?”

 

Urgústuu, u fuz-su.

 

 


 

Seqüência da apresentação:

 

1.      Poema sonoro para sarao

2.      Antologia poética de la lengua de las vocales

3.      Nombres imprópios (vídeo)

4.      Focales (vídeo)

5.      Sonidos sueñam sonidos (vídeo)

6.      Dialogos (vídeo)

7. Datilografia e pós-modernidade

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Links de áudio e de vídeo atualizados na quase totalidade das gavetas, além das já
anunciadas  há
muito   : Entrevistas, Glenn Gould, Música, Poesia Visual e Portraits.

 

to be continued


voltar à página principal