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 GLENN GOULD

 

-        Na marcante ligação de Glenn Gould com minha vida, existe, além dos episódios constantes das gavs. Portraits e Entrevistas, uma passagem ocorrida no dia de sua morte, quando procurei,  no campus da USP (ECA) Willy Corrêa de Oliveira, meu principal conviva nas escutas do pianista, para um desabafo que redundou em pranto. [ W. chorou comigo no velório afetivo que lá armei, debaixo de uma árvore.]  Tal passagem será oportunamente trazida para esta gaveta.

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 - Achado em um bloquinho de notas:

Seu modelo?: Wanda Landowska.

Sua “pioneira”: Alice Ehlers... (veja-a em O morro dos ventos uivantes ( 1939 )

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V. o que ele diz sobre o magistral “Aubade”, de Poulenc ( para mim a maior expressão da “modernidade” da música francesa, na era pós Debussy), acentuando seu modo de encarar esses tipos de obra, !!! ( Cf. a coleção de CDs da “integral” de suas gravações, das produções Columbia / Sony)

- “Seu diabolismo realmente avulta nas cadenzas que executa no concerto n. 1 de Beethoven, constante da mesma coleção”.

 

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IP-GLENN.                           VHSs:

                                               332

                                               333

                                               803>>>>>

                                               1117

                                               1231<<<<

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-         LD, qual?- Glenn Gould com Menuhin / Partita n. 1 de Bach. Tb. a obra de Webern (Schönberg?) que eles tocam juntos e comentam. Aquela assertiva de Menuhin sobre pegar frases avulsas ao acaso de Shakespeare e remontá-las: é um belo sem sentido, belíssimo sem sentido: isto talvez seja a música "contemporânea". Gleen Gould põe a mão no queixo e murmura "hum, hum!"  MOSTRAR AO FLO EM SEGUIDA, POIS ELE ME PERGUNTOU EM 16-8-03 SE EU CONHECIA. 

 

 

- [ Livro ]:                - LDs: - Glenn Gould com Menuhin / Partita n. 1 de Bach. Tb. a obra de Webern (Schönberg?)que eles tocam juntos e comentam. Aquela assertiva de Menuhin sobre pegar frases avulsas ao acaso de Shakespeare e remontá-las: é um belo sem sentido, belíssimo sem sentido: isto  talvez  seja a música "contemporânea". Gleen Gould põe a mão no queixo e murmura "hum, hum!" ( LOCALIZEI NO "DBASE', VHS COM LEG. ):  PASSAR PARA O ARQUIVO  IP-GLENN GOULD DO  WORD / LIVRO  E  MOSTRAR  AO FLO EM SEGUIDA, POIS ELE ME PERGUNTOU EM 16-8-03 SE EU CONHECIA. V. ensaio de JOÃO CABRAL,  onde  ele fala que o poema tem de ter essa unicidade ( quase um começo-meio-e fim). Um ensaio onde ele fala da fragmentação ... que só quando unitária (juntada) pode dar sentido à obra de arte (v. c/ i Ivan) = idéia do Menuhin ao falar com Glenn Gould s/ Webern/Schöenberg e “pedaços avulsos e destacados” de um texto de Shakespeare; o sentido está na junção, desenvolver isso (Aquelas belezas são avulsas e desconexas. V. DBASE, qual o VHS.

                                               - V. verbete, in IP-Avulso do Word ou IP-Portraits, Haroldo de Campos: de quando é “O sétimo selo”, de Ingmar Bergman, pois no AUTO DO POSSESO, de Haroldo de Campos, de 1950, = já!..., cf. p. 33:

                - A AMADA: Ouve, agora, junto ao mar// um enxadrista joga.

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-                                              Carta do Zé da Veiga Oliveira, Rriso, v. biografia grandona do Glenn Gould, Gay.

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@ - LDs:

                                                           - G.G. - Greatest hits (Myron Chianti)

                                                           - G.G. - "The music of man" ? (c/ Menuhin).

 

                       

                        Publicado na revista Escrita n. 35, Ano XI , 1986, sob título “Ensaio-poema sobre Glenn Gould (trecho ) “, o capítulo 16 [pq.?]:

 

                        “16. Maldidto. Guerrilheiro  do piano. Come só feltros. Dorme debaixo da cauda de seu belo, solerte e raivoso Steinway. Não fala com ninguém. Há muito não dá mais concertos [1 ]. Só tocará Chopin quando for psicografado [2], não é bobo, apesar de louco. Adora trocadilhos, verbais, visuais e fônicos. Medula modulações de Gershwin em sonatas de Grieg. Saltarela valsas de esquina na Ouverture à moda francesa.Contaminou com contratempos de rock-funk a Sonatina n. 2 de Sibelius. Troca os selos de alguns discos da Colúmbia só pra chatear José da Veiga Oliveira [3]. E mandou para Arnegão de Panariz a versão de certas letras que balbucia nos melismas e solmizações dos movimentos lentos de quase tudo que toca – aquele cantarolarzinho leitoso e chato que se ouve em suas gravações. E, apesar de ser misógino, sabe distinguir o movimento Women-Libs do movimento Women-Lesbs e, sobre eles, elas e êlas, cantarola, sob a “allemande” da Suíte Inglesa n. 2, a seguinte coisa ( a tradução a Arnegão de Panariz coincide, com pequenas variantes, com o que pôde ser ouvido pelo poeta Percy Gartner Garnier:

                                  

“A mulher madura de hoje nem sempre é bondosa: a vontade de ser, com o serviço pela metade.”

 

                        Trêfego, harmoniconciliautor, discanta, na gigue da mesma suíte ( atrapalha um pouco sua incomparável interpretação, apesar do “timing” do computador que tem ligado à sua medula por dígitos-laser ), a mesma canção, só que entrecortada pelas cesuras rítmicas apropriadas do andamento:

 

“A mulher má, dura de hoje: nem sempre é bom. Dosa a vontade de ser com o ser. Viço pela metade.”

 

 

Notas:           1 – Esse trecho começou a ser escrito bem antes de sua morte, em 1982. Parou de dar concertos em 1963.

                        2 – Erro meu,  que tem de ser consertado na publicação. Mas, somente com a abertura total de  seu espólio, é que foram encontradas, quase no final da década de 90,  interpretações de Chopin, hoje registradas em CDs. ( V., p. ex.....................

                        3 – Brincadeira  que fiz com o crítico, musicólogo e meu íntimo e estimado amigo José da Veiga Oliveira, morto em 1999.

                        4 – Funk:     - v. o excelente documentário que gravei da TVA - James Brown, !!! - Sly Stone - estudar aquela batida no primeiro tempo da frase - totalmente revolucionária - VER TRECHO DE MEU ENSAIO SOBRE GLENN GOULD, ONDE FALO SOBRE SONATINA FUNK ( PARTE PUBLICADA NA REVISTA  "ESCRITA").

                       5 – Mozart. "velocidade" na interpretação das sonatas para piano, por Glenn Gould:     Desenvolver a tese das cadências em concertos, por transformação das Sonatas para piano em concertos, devido a Mozart privilegiar, sem saber( ...), os concertos para piano sobre todas as suas outras coisas, inclusive as óperas: aquela rapidez que GG imprimia às sonatas mozartianas era para inserir-lhes “cadências” (cadenzas), num “ritardando” súbito, com as mesmas notas & frases, lógico! Falei isto uma vez para o Caio Pagano e para o Willy Corrêa de Oliveira e, bem recentemente, em abril de 2007, numa conversa com o maestro Walter Lourenção, à porta do Café Suplicy, na Lorena. Ele olhou-me com olhar indagativo e jogou-o na distância, ssussss, ssusss.  Esqueci de falar-lhe, que, dez anos após aqueles meus papos, com a edição, póstuma, pela Sony (Columbia) de tudo que gravou (hoje em dia mais de 80 CDs), o próprio Glenn Gould reconheceu,  no texto que acompanha a Sonata K. 333, cf., !!!, essa justificativa para o presumido excesso de velocidade nas sonatas mozartianas.

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CONVERSA COM O PIANISTA CAIO PAGANO, FINS DA DÉCADA DE 70, SOBRE “QUEM TEM MEDO DOS GLENN GOULDS? OU:
UM RETRÓGRADO DO AMOR LIVRE AO AMOR LIVING”
(Parcialmente na revista ESCRITA, v. acima)
 



@ - Na passagem s/ Schubert/Fiaminghi: “Schubert, o de vândalos suspiros.”
  

@ - Mozart:    Alice Ehlers tocando Mozart no filme "O morro dos ventos uivantes" : pré Glenn Gould.


@ - V. p. 317 de Pauline Kael, "1001 noites no cinema".
 

@ - [ V., nas papeletas ref. Aos LDs abaixo, uma anotação que fiz: ‘’ (uma  colcheia) e ‘’pianista Vlado Perlemuter ’’.
 

@ - Ouvir ( ver nos CDVs ?!)      [ o que é isso? ] :

 

-         Partita n. 6 de Bach ( “ambiente nudificado”, de sublime abstração)

-         Fuga em mi maior n. 9 do Livro II do “Cravo

@ - Livraria  Francesa : “Catalogue raisonné du Fonds Glenn Gould” – Bibliothèque du Canada, 1992, vente par la poste: Groupe Communication Canada – Edition, OTAWA, KIA 0S9.

- Filmes:              VHS:

                                   (v. catálogo USA noo Carlinhos:

                                   - “Slaughterhouse Five”                   [ já tenho, anot. de 8/1999]

                                   - “The Wars”   (cf. Maltin)

 

                                         <><><><><><><><>

 

LDs da série “The Glenn Goud Collection”

 

Disco 1                     @ - 1963

                                   2 – As mãos ( a que descansa rege ). Os ataques de cabeça e perna esquerda recolhida em ajoelhamento sentado. Pouco antes de abandonar as apresentações em público.

                                   3 – 1958 – Treinando (solfejando) Bach ‘Sinfonia ( com o cachorro).

                                   8 – Beethoven / Variações “Heróica”.

                                   (1960) – a cabeça já rodando como um LP (33 r/min!!!)

                                   - No largo, [ ileg. ] Variações / Heróica o ‘’LP na cabeça” é perfeito. EM OUTRO DISCO ‘’CASEIRO’’ VÊ-SE POR CIMA, CF.

 

                        12 – Façade ‘’cênica’’ ( ! RRISO ) >>>.William Walton >>> ele de chapéu cantando com a solista.

                                               ( 1975 )

 

@  No CD ‘’22  Variações 9 (novo) >>> qual a gravação q. G.G. fez na semana de sua morte?! (cf.).

           

                        15 - >>>>> o Adágio (BWV 1017) é o tema da Paixão segundo S. Mateus ?

 

Disco 2         5          Cabeça 33 RPM      RRISO

                                   ( Jan Sweelinck , 1562-1621.

                                   = ‘’sistema calmo’’ = João Gilberto nd toque no violão.

                        AMAVA TANTO O DISCO [ Havia, ou haveria de deixar de tocar em público por aquelas razões ] , QUE RODAVA A CABEÇA NA MESMÍSSIMA ROTAÇÃO ! ( E MESMÍSSIMA DIREÇÃO[ Em agosto de 1999, o Flo, sabedor dessa minha ‘’teoria’’,  notou aqui em casa que o Sviatoslav Richter tb. fazia isso!, cf. VHS ‘’ Richter, the Enigma’’, tb. por Monsaingeon (sic ?, cf.) amigo de GG e supervisor dos LDs supra. GG era seu grande, enorme admirador, e viu-o tocar pessoalmente: será?... ]

                        O andamento não interessava!

                                   ( 34 anos )

                        A câmera, em seu home / studio, em mov. grua, acentua.

 

6                    Beeth. Bagatela op. 126 n. 3 (sinfônico)

 

 

10, 11, 12      Beeth (1960) – Teria já a antevisão do ridículo    q. seria

em público demonstrar o acesso ectoplasmático da mão esquerda regendo uma orquestra, quando subia de uma leitura, unida ao canto contido [ parece escrito curtido ] e a cabeça/ LP. As mãos, na posição (altura do peito) para ataque como patas de ave de rapina.).

                        20 / 22            Sonata op. 109 ( !)

28                                       Sua fuga (!...)

 

 

Disco 3                     [ Parei de datilograr as papeletas aqui, em 20-8-99]

                                   VER SE AINDA ESTÃO NA GAVETA DA DIREITA DO “SOM”(Anotação de uma retomada de “pesquisa” feita em 31-8-2003).

(4,25em11-8-06)

to be continued


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