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 INSTRUÇÕES


Esta gaveta representa o Purgatório do Site. Vejam a natureza das pululações (sic)
anímicas que se embatem na necessidade, sempre metafísica, de algum acesso
 

INSTRUÇÃO PRELIMINAR:

 

Como foi lembrado na Página Índice,    “Entram muitas imagens.  Remissões à fita de vídeo que “acompanharia” o Livro serão agregadas em passagens em vídeo e a Áudios. Eventualmente em um blog coligado”.

Os vídeos e áudios foram se sucedendo e, em quase todas as locações do Site eles entraram  para ilustrar uma tese, um pensamento, um poema, quando não eles próprios sendo ou tentando ser um  poema em si.

O blog mencionado pendura-se (: colgado) no rodapé da Página Índice, exercendo a função de respiro auxiliar ou anti-mofo das gavetas, com assuntos de dado momento, mutantes, estalos em coisas antigas e já em desuso, circunstanciais, mas sempre co-ligados aos assuntos das “gavetas”. O “Blog Col(i)gado” também procura descaracterizar o Site de uma eventual feição sentenciosa. É como se fossem dados para justificar o embaralhamento de certos assuntos distribuidos pelas gavetas, e que, num primeiro lance, deveriam alocar-se em outras.

Tal função de intuito instrumental alerta o “leitor” para o surgimento de assuntos ou temas que serão encontrados dentro da desconectude do Site, aludida logo de cara, e que é sua feição lúdica.

Nesta gaveta INSTRUÇÕES é que minha filosofia de que a arte é uma brincadeira mais se acentua, mas também onde mais se avulta a ânsia quase desespero de explicar tudo. É aqui que as impotências da criação têm seu grito de socorro e onde as alusões simbólicas se espelham e espalham em quase absoluta desconexão. A cada sacada, recorro à penitência de uma parerga de Schopenhauer, a cada arrepio de caminho lógico, à penitência de um seu paraliponema, embora isto possa soar como desculpa, pedante, de mau pagador... Vejam  melhor esta grande instrução na gaveta FOTOS, onde o gigante Tolstói  não escreveria sua "Guerra e Paz" não tivesse exercido seu orgulho de socialite da roça na foto na qual se vê  preocupado em não perder de vista sua acompanhante, naquele “salão” de tamancos, andrajos, cocô de galinha e quase solidão absoluta.

 

 

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- Acho que tudo é nada, não existe nada, portanto nada é tudo. (Disse isso ao Hélio, na Laserland, em 20-7-01, quando discutíamos sobre "o antes do início" do Mundo: eu quis dizer que não estamos aqui, pensamos que existimos, pensamos que pensamos, pois jamais poderia ter havido um anterior ao início inaugural, não dá pra logicizar... e só existe inimaginável na expressão; do que decorre a razão lógica de sua absoluta incerteza. Godard foi, em minha opinião, quem, volta e meia, atinava com rigor mais ab-surdo sobre isto, as sacadas de alguns de seus personagen, por ex.,. em "Viver sua Vida")>>>>>>>>>>>>>>>VER O FILME (DOCUDRAMA?) DO ROSSELLINI SOBRE DESCARTES, QUE FOI QUEM COLOCOU TUDO..

 

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“Script” para o filme do Novo Cristo Novo.

 [ ... ] o esboço do roteiro de um filme sobre Cristo,concebido há poucos meses
( nota do segundo semestre de 2009). [Plot]:
foi aprovado pelo “Robert De Niro Script-Writer Committee of Independent Films from N.Y.” meu esboço de roteiro ( Plot) sobre a vida do Cristo trocado: o que está na cruz, já pendurado e também agonizante, esperando por aquele sujeito que carregou a cruz sacra até o martírio final, ( note: o que está na cruz, já pendurado e também agonizante, lamuriando ao Pai, ó Deus, por que me abandonaste? é o Cristo verdadeiro!) ; logo no início das tomadas, é enfocado como o (bom? mal?) ladrão. E sobrevive à noite da morte daquele que perambulou por todo o calvário, vê quando sua (dele) mãe vem, com Maria Madalena (mas com feição de Marta, naquele recurso do Buñuel de troca / fusão de fisionomia) , para tirá-lo dos despojos, reverenciá-lo e preparar-lhe um sepultamento condigno... e não encontra nada, lápide aberta! O ladrão, o Cristo!, naquela cruz à direita, e que só iria morrer no albor cinzendo do novo dia, a tudo presenciara: a ressurreição “daquele fajuto”, um ser enigmático..., a facilidade com que levantara aquela tampa de toneladas, a chegada das milícias romanas, que se bestificam com o vazio. E, assim, ele se martiriza intimamente  [ como fazer isso, Diretor?] na dúvida de que seu Pai não teve, para tirá-lo da cruz, a mesma força que aquele pobre ser do calvário, talvez movido pelo Diabo?... [ como o diretor representará o maldoso desígnio de uma possessão, exemplar para a Humanidade, a perdurar até o final dos tempos?!...] [ articular pensamentos em forma de monólogo interior é recurso banal... e a narração em off talvez fique muito explícita, uma vulgar explicação de mistério, que, por natureza, nunca deve ser explicado, enfim).  Flashbacks ilustrarão [ dei poucos exemplos, no Plot; quando tudo se concretizar, mostro a quem eu tiver confiança, antes do roteiro definitivo], ilustrarei, repito,  a força nascida na dúvida de que a troca de identidades é a verdadeira chave de compreensão deste mundo. [ E uma pessoa troca de identidade projetando no próximo tudo aquilo que não gostaria de fazer ou estar fazendo (passivamente, veja o filme “A Malvada”, Mankiewicz), ou ativamente,  v. “O inquilino”, Polanski)]  Também dou, no Plot, alguns exemplos para que as coisas não fiquem no campo da simples subjetividade: analiso, apresentando um esquema com  storyboard das tomadas, vários casos de milagres da Bíblia, onde são protagonistas, estranhando-se muito, qual zumbis alucinados (sic),ora os circunstantes da platéia do filme, por detalhes gosadíssimos e entrando no filme em processo inverso ao de “Rosa Púrpura do Cairo”, ora ( e principalmente) os personagens dos ambientes onde tais milagres aconteceram, situados em cenas grotescas de fusão confusa com a platéia!

 

– O Maurício Barata, meu particular amigo e prof. da Unb está fazendo o Plot /Synopsis supra  passar para o inglês!

 

- Notas paralelas às anotações do Plot acima:
 

 “...que, da cruz à direita (o autêntico), acompanha a chegada do Cristo histórico, o tradicional, mas falso, que vai ser cruxificado na cruz central : é uma crise de identidade e uma impotência voluntária do verdadeiro Cristo... [ análise que tem de ser corporificada em imagens ], um Cristo que vê tudo, a chegada das Marias (mãe e Madalena), para a ressurreição, a chegada dos guardas no dia seguinte, a briga, violenta!, causada pelas desconfianças de fraudes na tumba violada, a lápide extremamente aberta..., com pausas, durante a briga (um verdadeiro freje) , com  saltos da ação para platéias com cenas horríveis, grotescas, misturas anacrônicas,   [ isto é importante] gente gritando, “blasfemos! blasfemos!, é um filme de Buñuel ! “, etc . etc. etc. , mas (como???) não pode soar como metalinguagem... SOLUÇÃO, NO ROTEIRO, PARA O DIRETOR, OU DEIXAR POR CONTA DELE, SOMENTE INDICANDO POR PALAVRAS?!


Eu mesmo, que estou concebendo a coisa nebulosamente, praticamente de forma larvar, não sei como aquele Cristo, que carregou o calvário, agüentou tudo aquilo, não podendo sequer pedir auxílio ao Pai, pois não podia passar por filho... e teve tanta força!...E o filho verdadeiro não podendo desmascará-lo, inda mais tendo de sobreviver à morte do falso... que ressuscitaria...ou sumiria! ( como sobreviveu!, quem mais até hoje ouvir falar daquele cruxificado à direita do Cristo oficial?). 

 

Nascia ali aquilo que veio a chamar-se crise de identidade, sugerida acima! A primeira onde se instalou o sofrimento, que é a base inicial do cristianismo! Mas a coisa não pode ficar na conceituação, tem de haver imagem corporificada daquilo tudo, drama  tem de ser visualizado, não é como comédia, que pode ser contada, relatada...


Pelo amor de Deus, Meus, guardem para vocês que o roteiro foi selecionado pelo Comitê de Roteiros da Fundação Robert De Niro, N.Y ( setor “Independentes”, nome oficial na cabeça do texto).

 

Acho que, indiplomaticamente, sugeri, se aprovado, a direção do Mike Nichols, por quem tenho especial predileção... e por certa acomodação natural dele aos assuntos, como no genial “Angels in America”, aquela maestria justo em exibições  que sutilizam atmosferas extremamente chocantes!!!

 

Minha escolha mesma seria o Tarantino...(aqui entre nós)



 

[PRIMEIRA TENTAÇÃO DE MALMIFIZ E ARRIVALSA]

 

 

[SEGUNDA TENTAÇÃO DO MALMIFIZ & ARRIVALSA ( um demônio nunca vem só, veja lá na Biblia: João, ccc/ccc. REINAMORACHICA, TAMBÉM VEM NO RESTILHO DA DUPLA AÍ....]  [A PRIMEIRA TENTAÇÃO É QUELE INTRUDO DO PROJETO APROVADO PELO “COMMITTEE ROBERT DE NIRO” AO MEU PLOT , para roteiro, DO “Novo Jesus Novo”, cf. gav. Instruções. Tenho notado que aquela  concepção faz parte de minhas possessões demoníacas, por benevolência ainda jacentes nos meros, mas feros, assédios...) Imagine aquilo tudo... só para fincar fé na idéia de que Deus não poderia ter dado seu filho ao sacrifício! Provar algo, o bem pela presença do mal? Foi o que levou a mãe das mães, a bondade das bondades, ela que tinha a beatitude dos confortos maternos (mas a ciência da infusão...) ao se representar na carnação de Maria de Fátima, dizer claramente a Lúcia (uma das três crianças videntes, a que sobreviveu aos fenômenos) em resposta à clemência da cura (era uma multidão que todo dia 13 do ano de 1917 peregrinava para o alívio e a convicção) : - Não, não vou curar a todos, não; alguns sim, mas muitos prosseguirão no sofrimento e na doença, que para grande parte da humanidade é o aprendizado da Morte e a convicção de vida eterna... Será que foi isso que levou Jacinta e Francisco (as duas outras crianças videntes) a, inconscientemente, desertarem da Vida tão precocemente (cada um tem sua morte, uma vez na vida, à mercê de sua vontade) , em pleno curso das ainda aprazadas Aparições de Fátima no lugarejo?! Note-se que morreram de pneumonia, a asma que tolhe o ar, a quebra do entusiasmo / = In Theo in asthma (Deus na respiração, Deus no hálito) , como, vez por outra associava Ulysses Guimarães em seus devaneios desviantes... [ ver se cabe “desvios devanscentes”(existe?)]

 

 

Faz parte dos estudos de demonologia a crença de que o possuído, ou assediado, esteja vencendo, na exorcização, a batalha contra a possessão. É a artimanha de que o demônio lança mão, para enfraquecer seu subjugado nessa momentânea vitória de Pirro.

O relato acima, sobre o Novo Cristo Novo, que se alicerça no fundo sobre o problema da Identidade, problema crucial, e talvez o principal, do ser humano, procura abalar quem o concebeu, jogando-o no mais terrível dilema sobre a crença de seu Criador, convidando-o, de uma forma até suave, para o  inevitável da auto-extinção.

Passa a existir uma pseudo-crença na naturalidade da dialética do bom e do mal, chegando-se até a anular a noção do que realmente venha fazer bem ao homem.

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O cinema moderno é de pensadores.

Mesmo os “comediantes” maiores se enquadram nessa categoria. Por exemplo, a Woody Allen só se aplica “enredo”, nada de técnica, planos-sequências e enquadramentos. Ele nos narra tudo oralmente, longe dos olhos. E é muito divertido, podemos dizer, para seu agrado e aceitação crítica mais relevante.

Mas nos administra uma espécie de eucaristia laica, própria dos ateus esperançosos: vê os homens todos iguais, como acredita que Deus os vê! É homem de uma só tese e deixa ao ator o papel de diferenciar almas.

Para mim, seu irmão, noutra vertente, por absurdo que pareça, é Tarkovsky, outro grande metafísico, mas anti-cômico por natureza, permitam-me: endógena e/ou exógena.

Na década de 90, tive oportunidade de captar os pensamentos religiosos de um religioso  ( Frei Damião) e de uma nossa rodinha laica familiar, em minha casa, sobre o filme “SACRIFÍCIO”, a que então assistíamos.

         Está tudo gravado em micro-fita, que faz parte da “gaveta” Fitinhas, deste Site, e que, por questão de praticidade e economia, vem minutada, fala por fala, na de n. 13, Lado B, da referida “gaveta”.

Frei Damião já não pertence a este mundo, mas as tormentosas dúvidas da analogia daquela comunidade conturbada, desesperançosa, do filme com as atitudes (apócrifas?) de Maria, Isabel, S. José, paternidade de Cristo etc., ainda penso que nos ronda, tentadoramente (confronte as falas!) a nós daquela noite, eu, Elza, Cris, Willy Corrêa, Marta e Suzana:

Fitinha n. 13            Lado B

   217- 224        S/ Tarkowsky - Em casa com o DAMIÃO, padre, que, que veio a morrer, poucos anos depois, de AIDS. O amigo do Willy, nosso, Ele fala, após eu ponderar que O SACRIFÍCIO ( estávamos assistindo em casa, o vídeo) está ligado c/ a vida de Cristo, ele me pondera que está ligado ao problema da salvação/redenção.

                                   245/                EU  : “Hoje vejo: é uma vida de Cristo. Inclusive essa Maria é Isabel. Se ele pudesse podido perceber o que Isabel disse pra Maria...

[ abro pra dizer há pouco, 1996, o que escrevi no livro de Clarice Lispector, após o conto “Os desastres de Sofia”, in “Legião Estrangeira”: @ - Lispector, Clarices(dentro do "Legião Estrangeira", após o conto "OS DESASTRES DE SOFIA") :                     

                                                          "Nem Proust - penso eu - escreveria este relato fiel -literal - do que o anjo Gabriel disse a Maria naquela noite, em magistral paráfrase da "processão intelectiva" (cf.) de S. Thomaz!

                                                           S.P., madrugada de 28-12-96, F.Menezes.

                                                           Leitor: se você nunca mais for reler, nem emprestar a um amigo, ponha o sub-título: "[Os desastres de Sofia], ou, o Anjo Gabriel cochicha à virgem, antes de qualquer palavra". ]

 

                                   ( Continuação de 245/  ) ...ele não teria tido o filho que ele teve... quer dizer... ele não teria tido filho. Porque ele veio pra pôr a Humanidade numa salvação que foi uma perdição. Porque pelo princípio Cristão, você só salva alguém através da perdição. Depois que está tudo perdido é que v. pode salvar. Então eu vejo... inclusive esse sacrifício que tem aí... Se o S. José..., pra mim esse cara é pai de Cristo. Aquela Maria, a mãe, a atriz, é uma mãe de Cristo meramente escolhida, assim pelo acaso. Quer dizer, viu? estou dando a minha opinião. Existe uma transitoriedade na vida  que faz com que o camarada por uma união teve [ tivera, tivesse? ] a criança lá. Agora... ele tem uma consciência de que o filho dele representa uma condição de perpetuidade da existência. Tem esperança no filho. Desde o começo do filme, parece que ela [ algo com age , arde ) naquele princípio zen, tudo isso. Acontece que o filme já está prenunciando uma apocalipse total; quer dizer: o homem nasce para o apocalipse. Pra mim a visão do Tarkowsky é essa. O homem não nasce com a esperan..., o homem nasce pra se pungir. Apocalipticamente. Parece que a desgraça toda está por acontecer aí, no pensamento dele. E poderia não ter acontecido se ele tivesse tido a oportunidade de transar com essa Isabel OU [ inaudível :  “de ter transado com a Maria. Quando ele faz esse sacrifício, de experimentar o amor carnal lá, que ele pede: - Por amor de Deus, faça amor comigo!, pra mim é como quem diz assim: “Você que anunciou - pelo que diz a Bíblia - pra sua prima ( que é a patroa dela ) que eu ia ter um filho teu... se você tivesse entrado na minha vida antes e eu não tivesse tido aquele filho, essa desgraça toda que está por acontecer não aconteceria. É uma visão que eu vejo ...meio... pessimista. [ VOZES. ( 275/276 - Damião faz uma observação.)

                                     276/                Falo: vamos ver o filme.

                                           278/293                     Damião pergunta a Cris como ela se chama. Trocamos algumas palavras, ofereço bebida, vinho? não, obrigado. Vamos à segunda parte do filme.

 

                                   294/299         Digo algo como o problema é teológico. Depois quero conversar com você. Brinco e falo merda e ironizo com o Damião

                                   303/                Passado aum tempo, talvez algumas horas. Falo ao Damião que as ilações sobre o Tarkowsky é > que eu acho que ele fez uma vida de S. José.

                                   309/10           A Susana do Willy faz uma observação sobre a cor da árvore.

                                   311/                EU : aquela árvore lá é um ideograma do ar.Ela é toda cheia de escrita, inclusive tem um símbolo pictográfico do ninho... não sei se você viu: quando a câmara começa a subir assim tem um ninho. Um ninho seco. Olha, o símbolo do ninho seco, o Cristo que é menino, pra mim... é o ninho seco, porque todo o filme, pra mim, gira em torno ( barulho...TTRISTE) do José e Isabel... quer dizer... eu nunca vi (inaudível, 318,5) de Cristo.

                                   319/               DAMIÃO: “Agora, a relacão com o menino [ ele fala algo e parece não aceitar a relação que eu coloquei entre José e Isabel ]

                                   321/                EU: pq. tem nos evangelhos apócrifos uma passagem que diz que José teria tido um encontro adulterino com a ( DAMIÃO: um encontro secreto, né?) ... um encontro secreto com a Isabel , que era prima de Maria e que deu a notícia que ia ser mãe de João Batista, que é primo de Jesus.[ repito a frase sobre o encontro secreto ]. Esse encontro pra mim corresponde a essa relação que houve aí no filme [ O SACRIFÍCIO, que estávamos assistindo] (Exultante:...] Mas isso é coisa minha, porque eu não vi nenhum cara falando isso...um approach, um approach que eu faria pra mostrar a vida de Cristo.

                                   332/                [ Pergunto a algum circunstante: como é que você vê isso, [ algum nome que começa com MAR, que responde: eu não vejo etc.

                                   338/346         Alguém diz que gostou muito do filme embora sem saber explicá-lo. Parece a voz do Willy fazendo uma observação. Damião afirma, e confirma, que “é teológico, o filme [ categórico] é teológico” [ A conversa gira, com Willy, Marta, Elza, sobre vinho, doces (que são oferecido) etc. etc.

                                   346/354          [ a conversa prossegue s/ o filme. Observo que não sou forte em Tarkowsky, que Willy é que é entendido em Tarkowsky.

                                   354/365          Elza: “Eu acho um filme meio pesado e difícil de entender, Menezes. Precisa assistir mais duas vezes e com bastante calma. Damião gostou muito, acha o filme teológico. Damião observa o efeito que certos sons dão certo sentido.

                                   366/385           EU:     Os sons falam muito, falam mais que as pessoas, no filme. Que é zen, também, o filme é muito zen, seria um Cristo revisitado pelo Zen.

                                   386/396           Falo s/ aqueles velhos temas de fazer a arte “de sua - artista- cabeça. Ou não fazer arte enquanto não se resolvam os problemas sociais. Falo no suicídio de Maiakowsky ( MAIAKOVSKI ). [ ALUDINDO A TARKOWSKY ]. Uma arte pedagógica dirigida, tudo bem. Cê vê o Gullar aí. Se o cara é artista e faz o negócio, se o povo vai pegar, a massa vai pegar o real significado do Tarkowsky... é só daqui uns anos, né...

                                   396/                Indagado s/ como a crítica respondeu às propostas do filme, digo que recortei tudo mas que não lí, deixei pra depois de assistir o filme, como faço sempre pra não me influenciar.

                                   411/                Willy, no meio das razões que me fizeram não parar o filme e voltar cena, diz que gostaria de rever “aquela hora que ele está saindo. Willy pede pra voltar num determinado ponto. Papo solto, comentários sobre determinada apresentadora, na TV.

(Final do Adendo)

 

 

 

 

Adendo para um entendimento do que veio logo acima:

 

@ - Joyce e [minha] filosofia de bairro: imagine o calhamaço do Ulysses (732 pp, 736 com as “erratas”), composto em tipografia francesa ( Dijon, 1922 para trás), sem linotipo, letrinhas de chumbo apanhadas a mão uma a uma em cada palavra, e alinha(va)das ao contrário, a visão do tipógrafo correndo...  E se o(s) tipógrafo(s) tentasse(m) compreender o que punham na prancha?!... que, segundos depois, urgia que fosse lambusada para a impressão !!!??? Veja pequeninho exemplo no subcapítulo “ORTOGRAPHICAL” (  final do primeiro e todo o segundo parágrafos), dentro do cap. 7 do Segundo Bloco, “Odisséia”/ O jornal / Éolo na fonte homérica).

 

 

Tuô tod inçado, numpó ssfalar direito, annsstesia na gengiga soflipabu uzzn´o dent i ssaaaa... é! n´o dent...i  ssaaata

(= Estou todo inchado, não posso falar direito, anestesia na gengiva, sofri pra burro no dentista... é !, no dentista.)

 

(= Estou todo inchado, não posso falar direito, anestesia na gengiva, sofri pra burro no dentista... é! no dentista.)

 

: Qualquer dislalia captada pela escrita justifica o gênio de Joyce, com perdão pelo suelto.

A História se adequou ao seu passado!

E um sonho desse fenômeno, com todo tipo de topo-histório-geografia dos eventos, torna plausível a Irrealidade, o que é um perigo . (Finnegans Wake)  

A Fé, que tudo redime, poderá um dia ser substituída pela leitura – e entendimento! – daquilo tudo, e daquele tipo de coisa.

É um (avançosckdv) ou um solerte salto para a (beócia beatitude...kjewgnwei) onde todos [ se fosse possível ao homem nascer com o maxilar inferior fixo, e o superior móvel. A cada fala, os olhos, para cima e para baixo] , varreriam o céu e teriam tempo de meditar = ler o que lhe dizem as nuvens naquele mesmo instante.

Horrível como o próprio Paraíso [ a platitude doiiiimperigo, da eterna paz das estátuas aiheweeoe].

Como fica fácil não pecar: dez dedos de duas mãos rápidas sobre um teclado e estaremos todos salvos.

Amém.

 

 

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- LEMBRETE AO ADMINISTRADOR DO SITE:

VAMOS SENTAR PRA PROGRAMARMOS UM ATAQUE RADICAL , VOCÊ NÃO IMAGINA O QUE TEM NAS SACOLAS, IMAGENS PARA ESCANEAR (ESTOU FAZENDO MUITAS) ... e o prosseguimento da Introdução!

Há também mil poemas para entrar, recentes, atuais, e de décadas passadas.Quase tudo visual.

Há as Traduções, Eliot, Block, e muitos mais.

FOTOS.

DESENHOS.

É TODA A MINHA VIDA, É TUDO QUE ESCREVI E QUE QUERIA PUBLICAR EM LIVRO!!!

IRIA DAR UM CALHAMAÇO DE MAIS DE 800 PÁGINAS!!!

DAÍ A OPÇAO PELA EDIÇÃO VIRTUAL, DA WEB, SITE, COMO QUER QUE  SE CHAME.

MAS ELE TEM QUE ABARCAR TUDO, PACIÊNCIA.

Prosseguiremos . Abraços Menezes.

Bem, não vamos arrancar os cabelos.
 

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Para localizar no blogue do Lyra meu poema da melancia, para rever aquela cara triste, o da boca vermelha malincônica ( isto soa, sinestesia, como uma entrada daquelas lonas de circo!!!.Aquela cara do palhaço foi arrumada pelo Alberto Lyra Jr, confronte o admirável

 

http://letteri.blogger.com.br/2008_03_01_archive.html

 

 

 

 

LEMBRETE: ENTRE OS VÁRIOS LINKS QUE ENTRARÃO, UM DELES É NO “HOMENAGEM A VINICIUS” (NA PARTITURA, POIS VAI HAVER UMA MÚSICA, aquela da partitura). MAS ISSO É COISA PARA UM FUTURINHO ... POR FAVOR, NÃO SE APAGUE O QUE NÃO FOR RESOLVIDO!!!

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- Providências unilaterais ( só minhas, sem mandar nada para A.M.M.C., administrador do Site) :        

-  Fitinha n. 9, Lado A , alt. 432 , “O POEMA SOBRE OS AMANTES AMADOS. (Sumiços dos 2 amantes amados!   ESTE! )” Ouví-la o mais urgente possível. (Nota de madrugada de 06-5-07).

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: A valsa do Bandeira ( Américo)  gravada em minha casa, como se diz na passagem(cf.): pode ser posta em link, eis que tenho a fitinha cassete em pasta própria. [Onde a fitinha?]

 

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                               - Fábulas, de Monteiro Lobato - aquela da morte que vem buscar o cara na cozinha (pois ele malandrou, trocando de identidade).CF.

                        - Letra do "Coração Materno" , que exala a natureza árabe da lenda d´ "O CORAÇÃO MATERNO", que está no livro "Contos e Lendas Orientais", de Malba Tahan. ( , v. tb . o livrinho na cx. Caetano completo: duas  tônicas frásicas de início/ CD da Globo, dado pelo Paulo Araújo, v. no ZZZ, letra B, Som do BRASIL:  na música do Alvarenga & Ranchinho ( cf. fx. 1, se é "O drama de Angélica", com Alvarenga & Ranchinho) de finais de frases só com proparoxítonas  de rimas ricas  --  bem antes da  do  Chico Buarque --uma proparoxítona rica, pois só tem três sílabas e a tônica  cai na segunda,  mas que, devido à prosódia / fonética, mesmo  uma  preproparoxítona !  : a palavra "perplexo"...( = ...pléquisso ).

                               - V., quando usei pre-póstero, no meu texto s/ ABL, no livro do Fernando Jorge e anotar o significado vernáculo, que coincide com o trocadilho de lá.

                               - Time Code ( Mike Figgis ) , na tradução deOlga Regina Raphaelli.                            - Calligraphie, de Hassan Massoudy (Flammmarion).

                        - Calligraphie - "du trait de plume aux contre-écritures", de Jérome Peignot, Jacques Damase éditeur.

- Procurar umas  fitas, recentes, de 20-3-01 para cá,  que tem uma emissora árabe com aquelas escritas maravilhosas e referenciá-las aos livros:


 

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